Tiago Peres, 25 de Dezembro de 2011, 00:01 (Doha, Qatar)
domingo, 25 de dezembro de 2011
Feliz Natal
A tradição ainda é o que era... Beijinhos e abraços e o suave toque do ser humano... Um pequeno gesto que consegue com a sua imensurável força tocar no mais frio e duro coração... Influenciem-se apenas por vocês e pelas energias positivas à vossa volta! Sejam sempre felizes e continuem a lutar por isso... A todos, sem excepção, um grande e feliz Natal! Sorriam... Faz bem a tudo... :)
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Algiers, Argélia
Bem o que é que posso dizer de Algiers? Primeiro a confusão que se instalou no meu cérebro a tentar perceber se Algéria e Argélia eram países diferentes... Claro que não! Algeria é o país que visitei em inglês... No nosso português é Argélia... Quanto ao resto, o que conheci deste país? A primeira impressão foi a segurança... Em todo o lado! Não querendo dizer com isto que o país em si é seguro, mas que esta segurança se faz notar pela autoridade, lá isso faz. Desde o aeroporto que tem vários "check-in's", incluindo até na porta de entrada e nos duplos e triplos muros de betão e arame farpado em volta do aeroporto! Passando pelos vários checkpoints que a polícia faz na estrada com guardas armados de metralhadoras e espigões na estrada a fazer zig-zags para abrandar o trânsito e para fazer parar algum espertinho que tente ultrapassar estes pontos de controle! A praia fantástica mesmo em frente ao hotel e o terreno pertencente ao mesmo! Uma das razões foi a duração da minha estadia que foi muito curta, a distância da cidade e a final foi o conselho que o segurança do hotel me deu para não sair por aí sozinho pois já começava a escurecer... Mesmo ao perguntar-lhe como poderia aceder à praia! Para esse destino, ignorei o conselho...
Portanto convido-vos a ver o meu quarto (ahhh... aquela cama gigantesca onde cabem 5 Tiagos atravessados ao comprido e conseguem dormir perfeitamente sem qualquer desconforto...) com vista para a floresta verdejante (aquele verde-África natural e inimitável, e que só existe lá) com um pequeno parque de diversões lá ao fundo que estava fechado e me pareceu meio assombrado; e quase vista para o mar. A vista para o mar foi a Técnica de Limpeza (assim está bem!) que me convidou a espreitar a vista quando me viu com cara de totó a olhar para o mar no quarto em frente que estava aberto quando estava a sair da minha casa temporária! E claro, a ver a tão esperada praia, onde nela se pode encontrar tudo o que se precisa, incluindo calçado, garrafas de todos os líquidos e até aqueles inaladores para asmáticos carinhosamente apelidados de "bombas"... Claro que todos estes itens não se encontram disponíveis em estado novo!
Durante a minha estadia devo-vos também contar que deve ter havido um encontro qualquer importante entre ministros pois o hotel onde estive estava (quase) fortemente seguro por polícias, detectores de metais, e malas controladas por raios X e guarda-costas das comitivas de vários países que iam chegando então! Enfim, um rodopio de homens e mulheres engravatados e com vestimentas tradicionais e carros de alta cilindrada... Tive ainda a oportunidade de ir vendo alguns convidados de um casamento muçulmano e finalmente os noivos... E, ah! Provavelmente pela falta de oferta de actividades ainda tive direito a uma sala de acesso privado só para os da minha "espécie" com comida (só doces) a toda a hora e bebidas à borlix, incluindo o meu fantástico café expresso (ah, o vício)! Com televisão, internet, vista para a piscina e fora daquele rodopio de gente! Mas eu gosto de ver gente por isso quase só usei as cápsulas para o café dessa sala... Desculpem, daquele Crew Lounge! Creio ter tido mais privilégios do que os do tal "congresso"...
P.S.: Há apenas duas observações e duas perguntas que gostaria de ver respondidas em relação às fotos tiradas na praia:
1.º - Pescar ali só mesmo por desporto!
2.º - Ah, senhor Hilton! Esses esgotos a céu aberto directamente para a praia... Mas está certo, quase que passa despercebido!
3.º - Qual a razão de ter uma bandeira vermelha?
4.º - Se aquilo é uma zona militar, gostaria de saber qual o batalhão que ali esteve para deixar aquilo como uma zona de guerra...
domingo, 20 de novembro de 2011
Saigão, Vietname

Saigon... Comecemos mais uma vez pelo início, a primeira impressão. Uma cidade cheia de luz das publicidades e com mais motociclos e bicicletas do que carros... Foi assim que esta cidade, actualmente baptizada como Ho Chi Minh City me recebeu... De braços abertos e com um cartão magnético que me deu acesso a um quarto com escritório incluído espectacular!
Nunca na minha vida tirei tanta foto numa viagem... Partilho convosco esta pequena curiosidade: em três noites e três dias capturei nada mais nada menos do que 655 fotos e 4 vídeos! Imaginem a minha cara de perplexidade quando me dei conta de que tinha esgotado o meu cartão de 4GB... Mas adiante!
A primeira coisa que fiz assim que cheguei ao hotel foi levantar dinheiro pois decidi juntar-me ao resto da minha crew para jantar. Graças a essa acção, finalmente após 27 primaveras tive a noção do que é ser milionário. Levantei 1.000.000 VND (Vietnamese Dongs). Mas não se deixem enganar... Em euros isto dá qualquer coisa como €35. No fundo estes valores altíssimos baralharam-me um pouco, mas pensar em dólares ajudou ($1 = 21.000 VND).
"Ai e tal mas não estamos aqui para ver as conversões! Queremos ler cenas fixes..."
OK, OK! Calma... Lá fomos então procurar um restaurante perto do hotel e rapidamente nos decidimos a entrar no "Broken Rice".

(Mas antes de lá chegarmos tivemos que atravessar a estrada... Com um trânsito descomunal e as pequenas scooters que parecem realmente um enxame de abelhas a vir ameaçadoramente na nossa direcção. O segredo é simples: atravessar sem medo nem hesitações, sem correr e atento a tudo o que vem na nossa direcção... Eles são bastante hábeis e desviam-se! Mas sempre que se chega ao outro lado da rua é uma sensação de vitória indescritível... Como se tivesse ganho a medalha de ouro dos 100m barreiras nos jogos olímpicos.)
Tudo o que tinha arroz era servido com broken rice (arroz partido) e a conclusão a que chegámos do que seria o broken rice foi: o arroz era servido em forma de cubo e para começarmos a comer tínhamos que partir esse cubo... Logo, elementar meu caro Watson, Arroz Partido!
Este jantar foi realmente memorável! Várias pequenas histórias desde uma colega que mandou vir um sumo baptizado de Cali Thó Mõng ou Drink of Dream (creio que falharam na tradução para o inglês pois toda a gente quase que chorou assim que provou essa bebida dos sonhos), passando pelos lagartos nas paredes a darem-nos as boas-vindas até eu, em pleno restaurante snifar coca e fumar erva... ao mesmo tempo!!!!

Antes de descansar para o primeiro dia de aventura, fui dar uma volta com o meu colega Shanish a pé para digerir a loucura e saborear o ar vietnamita... Deparei-me com vários comerciantes ambulantes... Tão ambulantes que creio que passam as ou várias noites ao relento... Outra coisa foi uma imagem enorme que me faz lembrar outra imagem, creio eu dos descobrimentos portugueses. Não me lembro de onde, talvez das notas de 2.000$. Alguém se lembra?
Ainda houve tempo também para espreitar o resto do hotel incluindo, claro está, a piscina!
Dia 1 - A partida à descoberta do Mekong River
Mas antes disso tive que ir à descoberta da rua das agências de viagens para ver quem fazia melhor preço (obrigado pelo conselho, Alex!)! É sem dúvida a melhor forma de partir à descoberta. Em vez de aceitar os preços inflacionados dos hotéis, apanhámos um táxi que nos levou a essa rua. Assim que encontrámos o melhor preço, assim pensámos nós, lá fomos explorar o Mekong River (ou o contrário!).
O Oriente é realmente magicamente diferente... Tanta coisa que precisava de registar tudo não só visualmente como fotograficamente... Os edifícios tipicamente orientais, os prédios de apartamentos incrivelmente finos com quatro e cinco andares, os scooter men que conseguem levar quase tudo sobre duas rodas, as conversas cruzadas entre várias scooters, as famílias transportadas nas mesmas, o Hospital, o sistema de rega dos separadores que é um camião tanque a ir regando através de mangueiras guiadas com ajuda humana (imaginem as horas que deve demorar só para regar um quilómetro), os pais a levarem as crianças à escola como podem...
Os templos, o que em Portugal conhecemos como gaivotas, no Vetname são literalmente cisnes (piada fácil) e, finalmente, o verdadeiro início da viagem! Primeiro, escolher que chapéu hei-de levar... Escolha difícil devo dizer-vos! Fomos então de barco até uma ilha onde visitámos uma povoação típica onde fomos simpaticamente benvindos (como manda a gorjeta) oferecendo-nos iguarias típicas como o chá de mel da criação local de abelhas, juntamente com uma variedade de petiscos de gengibre, banana e amendoim... Deram-me a provar um licor típico de cobra, o qual simpaticamente me recusei embora tenha aceitado que me pusessem uma piton ao pescoço cuja sua cauda gentilmente se ia enrolando na minha perna direita...Eu só queria que segurassem bem na cabeça da menina... Que tolo!
Mais tarde, de ilha em ilha visitámos um mercado (onde queria que uma menina de cinco anos que me envia abraços através de skype, envolvendo o computador nos seus braços escolhesse o vestido que quer... Chapéu irá ter concerteza, apesar de não chegar a tempo para o Natal!), ouvimos músicas tradicionais vietnamitas numa pausa para fruta enquanto a minha colega Noemi do Brasil se deliciava a saborear umas Lays de sabor a churrasco brasileiro, qual cinema e onde me desafiaram a cantar também (onde está a minha gorjeta?), andámos nas canoas típicas, visitámos uma fábrica de doces de côco artesanais;
Almoçámos um peixe-baleia frito com legumes envolto numa folha de arroz... Maravilhoso! E tive uma das melhores experiências em toda a minha vida... Andar de bicicleta no meio de uma pequena povoação vietnamita. Liberdade! Em contacto literal com a natureza... Um contacto de tal maneira forte que uma chuva torrencial desabou e nem assim consegui conter a minha felicidade, quanto mais procurar abrigo! Está registado no vídeo que se segue... Tudo isto não necessariamente na mesma ordem, já que andar de bicicleta depois do almoço não é lá muito indicado.
E depois deste dia atribulado, nada como regressar à minha casa temporária... No momento em que vos relato estas histórias também preciso de descansar... Vou agora até às Maldivas, talvez vos conte o resto a partir da praia! Deixo-vos assim esta "pequena" amostra do que foi Saigon...
Dia 2 - A gatinhar nos Cu Chi Tunnels
Cá estou eu outra vez para vos relatar o resto desta fantástica viagem... Sempre a conhecer o máximo possível no menor tempo possível! Optámos então por visitar um dos cenários pertencentes à Guerra do Vietname, onde a arte e o engenho dos vietnamitas em construir um complexo labirinto de túneis que conseguia ligar uma cidade inteira somente com a ajuda de uma pequena pá e um cesto de verga, e armadilhas ajudou-os a vencer a guerra através do elemento surpresa!
Cenário este com esconderijos, casernas debaixo de terra, incluindo enfermarias, crateras deixadas por bombas deflagradas... Enfim... Um cenário neste momento pacífico, mas que nos faz imaginar o quão ensurdecedor e dantesco foi com a ajuda do barulho das balas a serem disparadas pelas armas reais da época no campo de tiro. Misturando isto, vemos também como se produzem as folhas de arroz para mais tarde serem cozinhadas que alimentou milhares de combatentes e ainda uma máquina amarela que creio não ter servido para ajudar a escavar os estreitos mas compridos túneis!
Claro que para finalizar esta visita tive que comer a ração de combate! Chá de mel e batata cozida com uma mistela de sal e amendoim... Ou qualquer coisa parecida!
Claro que no regresso ainda houve tempo para muito mais fotografias... Numa cidade de scooters, não podia deixar de haver stands de vendas de scooters de todas as marcas... Só registei o da minha antiga Honda Vision que me deixou a pé quase uma dúzia de vezes mas para terem noção há stands de vendas que são autênticas boutiques não só de motos como de acessórios... Algumas loucuras à lá Raiden de Mortal Kombat e a mais uma forma de liberdade: nadar ao sabor de uma chuva torrencial!
Good Morning, Vietnam!
Fui feliz em Ho Chi Minh...
Dia 2 - A gatinhar nos Cu Chi Tunnels
Cá estou eu outra vez para vos relatar o resto desta fantástica viagem... Sempre a conhecer o máximo possível no menor tempo possível! Optámos então por visitar um dos cenários pertencentes à Guerra do Vietname, onde a arte e o engenho dos vietnamitas em construir um complexo labirinto de túneis que conseguia ligar uma cidade inteira somente com a ajuda de uma pequena pá e um cesto de verga, e armadilhas ajudou-os a vencer a guerra através do elemento surpresa!Cenário este com esconderijos, casernas debaixo de terra, incluindo enfermarias, crateras deixadas por bombas deflagradas... Enfim... Um cenário neste momento pacífico, mas que nos faz imaginar o quão ensurdecedor e dantesco foi com a ajuda do barulho das balas a serem disparadas pelas armas reais da época no campo de tiro. Misturando isto, vemos também como se produzem as folhas de arroz para mais tarde serem cozinhadas que alimentou milhares de combatentes e ainda uma máquina amarela que creio não ter servido para ajudar a escavar os estreitos mas compridos túneis!
Claro que para finalizar esta visita tive que comer a ração de combate! Chá de mel e batata cozida com uma mistela de sal e amendoim... Ou qualquer coisa parecida!
Claro que no regresso ainda houve tempo para muito mais fotografias... Numa cidade de scooters, não podia deixar de haver stands de vendas de scooters de todas as marcas... Só registei o da minha antiga Honda Vision que me deixou a pé quase uma dúzia de vezes mas para terem noção há stands de vendas que são autênticas boutiques não só de motos como de acessórios... Algumas loucuras à lá Raiden de Mortal Kombat e a mais uma forma de liberdade: nadar ao sabor de uma chuva torrencial!
Good Morning, Vietnam!
Fui feliz em Ho Chi Minh...
domingo, 13 de novembro de 2011
Jordânia
Jordânia - um dia atribulado
Sem fotos mas muito para dizer... E isto tudo sem conhecer a Jordânia propriamente dita, mas sim só tendo pisado o solo (no avião). O vôo para lá foi bem tranquilo, pelo que achei estranho o facto de toda a gente me dizer "Ah! Vais a Ammam... Boa sorte!". OK! Para mim foi tudo normal. O regresso... tudo começou quando uma passageira me abordou preocupada, requisitando-me um lugar na parte de trás do avião porque não podia ficar sentada ao pé de nenhum homem! O vôoo de regresso ia quase cheio pelo que não pude facultar-lhe esse lugar, tendo ela que esperar pelo embarque. Mas esta não é a história, foi só um prenúncio de que esta ia ser uma viagem um pouco atribulada que demoraria só duas horas de vôo. A verdadeira situação foi quando uma enorme família de cerca de trinta elementos me entregaram os cartōes de embarque todos e me pediram para os sentarem todos juntos... Aí foi o verdadeiro desafio... Tentar sentá-los no menor tempo possível pois o "taxing" estava prestes a começar. Consegui! Mas é com estas coisas que aprendemos e é com regras que podemos resolver este tipo de situaçōes.
Duas horas para tanta coisa... Atrevo-me a dizer que não conseguem imaginar... Aliar um serviço de cinco estrelas num vôo super curto ao mesmo tempo que implementamos todas as regras de segurança a bordo... - Passageiros: Comer e levantar a mesa pois começámos a descer!
E quando menos esperamos ouvimos um "Cabin Crew take your seats For landing". O grand finale! Quando achamos que é o fim enganamo-nos profundamente! Seguramos a cabine, estamos prestes a sentar e os passageiros levantam-se por todas as razōes, as crianças com a presença pais levantam-se e ficam no corredor a brincar... É aí que percebemos de que matéria somos feitos... E nesta vida, em grande parte somos feitos de paciência, pois somos a autoridade, temos que ser assertivos mas nunca perder as estribeiras... Nem dar sinais disso!
Deduziram então que desde que os Cabin Crew se sentaram (somos os últimos e a partir deste momento não nos levantamos por nada pois a nossa segurança vem primeiro) até o avião parar completamente passei o tempo todo a ordenar a crianças grandes e a crianças pequenas para se sentarem e apertarem os cintos de segurança imediatamente?
Acertaram... Tanto que de repente até uma passageira se virou para trás para duas crianças e berrou-lhes o mesmo que eu! Agradeci-lhe... Da mesma forma como concluí que não são as crianças que têm culpa...
E foi assim o meu dia... Uma aprendizagem para tudo o que poderá vir...
Sem fotos mas muito para dizer... E isto tudo sem conhecer a Jordânia propriamente dita, mas sim só tendo pisado o solo (no avião). O vôo para lá foi bem tranquilo, pelo que achei estranho o facto de toda a gente me dizer "Ah! Vais a Ammam... Boa sorte!". OK! Para mim foi tudo normal. O regresso... tudo começou quando uma passageira me abordou preocupada, requisitando-me um lugar na parte de trás do avião porque não podia ficar sentada ao pé de nenhum homem! O vôoo de regresso ia quase cheio pelo que não pude facultar-lhe esse lugar, tendo ela que esperar pelo embarque. Mas esta não é a história, foi só um prenúncio de que esta ia ser uma viagem um pouco atribulada que demoraria só duas horas de vôo. A verdadeira situação foi quando uma enorme família de cerca de trinta elementos me entregaram os cartōes de embarque todos e me pediram para os sentarem todos juntos... Aí foi o verdadeiro desafio... Tentar sentá-los no menor tempo possível pois o "taxing" estava prestes a começar. Consegui! Mas é com estas coisas que aprendemos e é com regras que podemos resolver este tipo de situaçōes.
Duas horas para tanta coisa... Atrevo-me a dizer que não conseguem imaginar... Aliar um serviço de cinco estrelas num vôo super curto ao mesmo tempo que implementamos todas as regras de segurança a bordo... - Passageiros: Comer e levantar a mesa pois começámos a descer!
E quando menos esperamos ouvimos um "Cabin Crew take your seats For landing". O grand finale! Quando achamos que é o fim enganamo-nos profundamente! Seguramos a cabine, estamos prestes a sentar e os passageiros levantam-se por todas as razōes, as crianças com a presença pais levantam-se e ficam no corredor a brincar... É aí que percebemos de que matéria somos feitos... E nesta vida, em grande parte somos feitos de paciência, pois somos a autoridade, temos que ser assertivos mas nunca perder as estribeiras... Nem dar sinais disso!
Deduziram então que desde que os Cabin Crew se sentaram (somos os últimos e a partir deste momento não nos levantamos por nada pois a nossa segurança vem primeiro) até o avião parar completamente passei o tempo todo a ordenar a crianças grandes e a crianças pequenas para se sentarem e apertarem os cintos de segurança imediatamente?
Acertaram... Tanto que de repente até uma passageira se virou para trás para duas crianças e berrou-lhes o mesmo que eu! Agradeci-lhe... Da mesma forma como concluí que não são as crianças que têm culpa...
E foi assim o meu dia... Uma aprendizagem para tudo o que poderá vir...
sábado, 12 de novembro de 2011
Malé, Maldivas
Ora então nem sei por onde começar... Talvez comece pelo início, por um destino paradisíaco chamado Maldivas. Tive a "sorte" de ser designado para a posição de galley manager que é o responsável por todo o food & beverage que vai para os passageiros no avião. O meu Cabin Senior - em americano: o my boss - pregou-me uma partida quando me nomeou para esta posição colocando no quadro do briefing que a nossa load seria de 190 passageiros. Não imaginam a minha cara de felicidade quando ele apagou o 0 da frente perguntando-me ao mesmo tempo se assim já me sentia preparado... Mesmo assim, acreditem! Não é assim tão fácil...
Mas isso me deu uma óptima posição do meu crew seat, que tinha uma janelinha na minha porta e que me pemitiu ter a percepção enquanto aterrávamos do que são as Maldivas vistas do céu... Bem! Nunca vi uma quantidade tão grande de azuis diferentes no mesmo oceano em tão pouco espaço. Imaginem ao mesmo tempo centenas de bancos de areia com piscinas naturais por dentro, de um azul celeste impossível de descrever. Foi com estes azuis que o meu sorriso se abriu durante toda a aterragem!
Mas nem tudo foram rosas! Assim que chegámos ao hotel recebemos a triste notícia de que os nossos quatrtos ainda não estavam preparados e que iriam demorar no mínimo três horas para que estivessem prontos. Lá negociámos o nosso humor por um jantar buffet à borlix... E assim, com o mesmo humor com que cheguei, fui mudar-me para uma suite que nos forneceram temporariamente só para este efeito e fui aproveitar o sol das Maldivas para a praia... Onde me fiz convidado para um jogo de voleibol (mentirinha! Eles convidaram-me).
Já me tonham dito que a partir do momento em que nos tornamos Cabin Crew, que passamos a ter esse rótulo na nossa testa. Não acredito muito nisso, mas o que é certo é que a primeira pergunta que me fizeram assim que entrei em campo foi: Are you crew? Vim a saber que todos eles também eram crew de uma companhia aérea chinesa... My Volleyboll Team!
E pronto... Estava finalmente a entardecer quando - Não! Os quartos ainda não estavam prontos! - fui aproveitar o pôr-do-sol para a piscina onde juntamente com o meu colega Ricardo do Brasil e o meu Boss bebemos um par de finos... Ai ca bom!
Passadas quase quatro horas recebemos então as nossas tão aguardadas chaves dos quartos que simplesmente, devido ao hotel estar lotado, esperaram que os nossos colegas saíssem para limparem e nos hospedarem nesses mesmos quartos... Então fui tomar o belo do banhinho e... Jantar à la pala! Ai ca bom!
Reef fish foi do melhor! Grelhadinho no momento com umas bolas japonesas que se desfazem na boca e com vegetais por dentro... Ahhhhhhhh... Para não falar do resto... E das sobremesas.... E da... Água!
E do belo som ambiente que a banda ao vivo estava a tocar... E sabem que mais? Uma das minhas músicas favoritas que me tem andado a mudar a minha maneira de ser...
(...)
Don't worry about a thing
'Cause every little thing
Is gonna be allright
(...)
Bob Marley - Three Little Birds
E aí, o segundo dia veio! Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer. Teve mesmo que ser pois o cansaço venceu-me com um K.O. brutal! Então levantei-me cedo e fui exercitar-me um pouco no melhor ginásio de hotel que estive até agora... Claro que para dizer isso encontrei duas bicicletas estacionárias que me permitiram desfrutar de uma das minhas paixões - Schwinn Cycling.
O resto de um dia que parecia ameaçar uma tempestade não foi nada de especial... Nadar ali na praia, com um snorkeling à mistura... Que prazer é partilhar o mar com a natureza e vê-la bem de perto, assim, colorida... E ter peixes tão confortavelmente perto de nós que nadam connosco tocando-nos, assustando-me mais a mim do que propriamente a eles... Curtir ali umas pingas de chuva na piscina... Não! Não é para criar inveja ou outro pensamento cruel, mas foi mesmo o que fiz...
Entre imagens brutais ainda consegui captar insólitos como um hóspede que não sabia qual era o quarto dele, uma mulher que retocava a maquilhagem na piscina e um menu de almofadas... Não me interpretem mal, mulheres deste mundo mas qual a razão de estar numa piscina de maquilhagem pronta?
E como este mundo da aviação é pequeníssimo! Estava eu a apreciar o mar do pontão quando alguém da varanda me estava a acenar. Para ter a certeza que era para mim, olhei à minha volta e não havia assim tanta gente como isso... Foi então que perguntei em voz alta: Mohit? Vi um aceno de cabeça e dei-me conta que no avião onde vou veio um colega da minha formação para o mesmo destino onde eu estava... Nas Maldivas!
Até já, Oceano Índico!
E numa próxima vez irei visitar uma das outras ilhas... Ou de barco ou num dos táxis daqui do sítio - num hidro-avião!
Mas nem tudo foram rosas! Assim que chegámos ao hotel recebemos a triste notícia de que os nossos quatrtos ainda não estavam preparados e que iriam demorar no mínimo três horas para que estivessem prontos. Lá negociámos o nosso humor por um jantar buffet à borlix... E assim, com o mesmo humor com que cheguei, fui mudar-me para uma suite que nos forneceram temporariamente só para este efeito e fui aproveitar o sol das Maldivas para a praia... Onde me fiz convidado para um jogo de voleibol (mentirinha! Eles convidaram-me).
Já me tonham dito que a partir do momento em que nos tornamos Cabin Crew, que passamos a ter esse rótulo na nossa testa. Não acredito muito nisso, mas o que é certo é que a primeira pergunta que me fizeram assim que entrei em campo foi: Are you crew? Vim a saber que todos eles também eram crew de uma companhia aérea chinesa... My Volleyboll Team!
E pronto... Estava finalmente a entardecer quando - Não! Os quartos ainda não estavam prontos! - fui aproveitar o pôr-do-sol para a piscina onde juntamente com o meu colega Ricardo do Brasil e o meu Boss bebemos um par de finos... Ai ca bom!
Passadas quase quatro horas recebemos então as nossas tão aguardadas chaves dos quartos que simplesmente, devido ao hotel estar lotado, esperaram que os nossos colegas saíssem para limparem e nos hospedarem nesses mesmos quartos... Então fui tomar o belo do banhinho e... Jantar à la pala! Ai ca bom!
Reef fish foi do melhor! Grelhadinho no momento com umas bolas japonesas que se desfazem na boca e com vegetais por dentro... Ahhhhhhhh... Para não falar do resto... E das sobremesas.... E da... Água!
E do belo som ambiente que a banda ao vivo estava a tocar... E sabem que mais? Uma das minhas músicas favoritas que me tem andado a mudar a minha maneira de ser...
(...)
Don't worry about a thing
'Cause every little thing
Is gonna be allright
(...)
Bob Marley - Three Little Birds
E aí, o segundo dia veio! Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer. Teve mesmo que ser pois o cansaço venceu-me com um K.O. brutal! Então levantei-me cedo e fui exercitar-me um pouco no melhor ginásio de hotel que estive até agora... Claro que para dizer isso encontrei duas bicicletas estacionárias que me permitiram desfrutar de uma das minhas paixões - Schwinn Cycling.
O resto de um dia que parecia ameaçar uma tempestade não foi nada de especial... Nadar ali na praia, com um snorkeling à mistura... Que prazer é partilhar o mar com a natureza e vê-la bem de perto, assim, colorida... E ter peixes tão confortavelmente perto de nós que nadam connosco tocando-nos, assustando-me mais a mim do que propriamente a eles... Curtir ali umas pingas de chuva na piscina... Não! Não é para criar inveja ou outro pensamento cruel, mas foi mesmo o que fiz...
Entre imagens brutais ainda consegui captar insólitos como um hóspede que não sabia qual era o quarto dele, uma mulher que retocava a maquilhagem na piscina e um menu de almofadas... Não me interpretem mal, mulheres deste mundo mas qual a razão de estar numa piscina de maquilhagem pronta?
E como este mundo da aviação é pequeníssimo! Estava eu a apreciar o mar do pontão quando alguém da varanda me estava a acenar. Para ter a certeza que era para mim, olhei à minha volta e não havia assim tanta gente como isso... Foi então que perguntei em voz alta: Mohit? Vi um aceno de cabeça e dei-me conta que no avião onde vou veio um colega da minha formação para o mesmo destino onde eu estava... Nas Maldivas!
Até já, Oceano Índico!
E numa próxima vez irei visitar uma das outras ilhas... Ou de barco ou num dos táxis daqui do sítio - num hidro-avião!
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Londres, Reino Unido
Antes demais, é tão bom ouvir a nossa língua... quando menos se espera! E quando menos esperava foi durante o desembarque, quando um grupo de passageiros, sem eu ter falado em português me agradeceu e desejou felicidades no meu futuro! Imaginam a minha cara de perplexidade e alegria?
Agora imaginem o ter chegado ao hotel às 8 e tal da manhã e ter de arrancar às 5 da manhã do dia seguinte... Tempo para conhecer Londres? Bem, depois da única colega que queria visitar a cidade se ter decidido a ir sem dormir e de outra colega me ter aconselhado ao perceber que eu preferia descansar primeiro a ir naquele momento ou então não iria de outra forma, decidi-me a ir sem descansar... Acreditem! Foi a melhor decisão que tomei em Londres!
Mas quase que me arrependia! Imaginem o que é ouvir uma pessoa a queixar-se durante a primeira meia hora de viagem sem ter preparado o meu cérebro para tal. Não! Nada me poderia fazer mudar de idéias e foi com uma frase do género "Mas repara! Estás em Londres neste momento!" que o assunto foi alterado e a partir desse momento só poderia aproveitar o que Londres me tinha a oferecer. Tirando a parte de ter de pagar cerca de 10€ por um bilhete de metro onde poderia andar o que quisesse nessas 24 horas. Aproveitado ao máximo!
Mas o frio, esse sacana! Eu que sei o que é esse tempo londrino, esqueci-me de que o nosso corpo se habitua a tudo. E eu habituei-me ao calor do Qatar.
Tinha várias escolhas para agasalhos e confiei erradamente no meu instinto dizendo para mim próprio que chegava perfeitamente o casaquinho da Desigual para os 12º que viria a sentir. Errado! Era o casaco preto grosso da Zara que é tão quentinho...
Ahhhh! O Outono...
Um parque gigantesco com as cores de outono dos filmes românticos... A caminho do Palácio de Buckingham, do Museu da Cavalaria, onde na parte de trás vive o Primeiro Ministro, quase na Trafalga Square... Green Park!
Uma palete de cores impressionantes... Se não tivesse estado lá diria que as fotos eram pinturas...
Tanto para contar. Os palácios... Os guardas que não se rendem nem às fotos dos turistas! Impávidos e serenos perante os milhares de flashes disparados por dia... Guardas altamente treinados que passam horas a fio sem mover quase a pestana numa Londres do século XXI que passados 5 segundos de uma mala estar abandonado no chão apareceu um polícia a perguntar severamente de quem era a bolsa que estava no chão! Pois era duma turista que estava a ser fotografada... Enfim! Segurança a topo.
Conhecer o máximo possível no mínimo tempo possível. Da próxima vez será literalmente a correr... Ou de bicicleta!
Agora imaginem o ter chegado ao hotel às 8 e tal da manhã e ter de arrancar às 5 da manhã do dia seguinte... Tempo para conhecer Londres? Bem, depois da única colega que queria visitar a cidade se ter decidido a ir sem dormir e de outra colega me ter aconselhado ao perceber que eu preferia descansar primeiro a ir naquele momento ou então não iria de outra forma, decidi-me a ir sem descansar... Acreditem! Foi a melhor decisão que tomei em Londres!
Mas quase que me arrependia! Imaginem o que é ouvir uma pessoa a queixar-se durante a primeira meia hora de viagem sem ter preparado o meu cérebro para tal. Não! Nada me poderia fazer mudar de idéias e foi com uma frase do género "Mas repara! Estás em Londres neste momento!" que o assunto foi alterado e a partir desse momento só poderia aproveitar o que Londres me tinha a oferecer. Tirando a parte de ter de pagar cerca de 10€ por um bilhete de metro onde poderia andar o que quisesse nessas 24 horas. Aproveitado ao máximo!
Mas o frio, esse sacana! Eu que sei o que é esse tempo londrino, esqueci-me de que o nosso corpo se habitua a tudo. E eu habituei-me ao calor do Qatar.
Tinha várias escolhas para agasalhos e confiei erradamente no meu instinto dizendo para mim próprio que chegava perfeitamente o casaquinho da Desigual para os 12º que viria a sentir. Errado! Era o casaco preto grosso da Zara que é tão quentinho...
Ahhhh! O Outono...
Um parque gigantesco com as cores de outono dos filmes românticos... A caminho do Palácio de Buckingham, do Museu da Cavalaria, onde na parte de trás vive o Primeiro Ministro, quase na Trafalga Square... Green Park!
Uma palete de cores impressionantes... Se não tivesse estado lá diria que as fotos eram pinturas...
Tanto para contar. Os palácios... Os guardas que não se rendem nem às fotos dos turistas! Impávidos e serenos perante os milhares de flashes disparados por dia... Guardas altamente treinados que passam horas a fio sem mover quase a pestana numa Londres do século XXI que passados 5 segundos de uma mala estar abandonado no chão apareceu um polícia a perguntar severamente de quem era a bolsa que estava no chão! Pois era duma turista que estava a ser fotografada... Enfim! Segurança a topo.
Conhecer o máximo possível no mínimo tempo possível. Da próxima vez será literalmente a correr... Ou de bicicleta!
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